domingo, 13 de abril de 2008

nothing...everything


A sabedoria diz-me "i am nothing".

O amor diz-me "i am everything".

Entre os 2 a minha vida flui.




“nothing” não significa que exista no nosso interior um gélido deserto. Significa, sim, que estamos de consciência aberta, desimpedida, descentrada – nada separado.

Se somos nada, a expressão imensa do nosso amor não conhece barreiras.

Sendo nada, desta forma, somos também, inevitavelmente, tudo.

“everything” não significa auto-engrandecimento, mas um decisivo reconhecimento de interligação. Não estamos separados.

Ambos, espaço aberto do “nada” e a inter-conectividade do “tudo” despertam-nos para a nossa natureza.

Um comentário:

Lisa Costa disse...

Na minha vida existe muitas vezes um "gélido deserto", as fontes de saber que se esgotam nas tempestades de areia. Eu, de barriguinha cheia, deixo-me cair exausta sem que, como tu, espere que uma consciência aberta me venha arrebatar.

Porém, não discordo contigo, apenas o sinto de forma diferente. Quando me sinto Nada, simplesmente desespero (condição inerente à portucalidade ou serão manias filsóficas auto-degenerativas?).

Tudo o que somos :ignorantes em constante aprendizagem da vida e do amor. Tudo e Nada (não-coisa e tudo-coisa);)
Perfect